Carne kosher

Pressupõe-se que abatedouros kosher condicionam o animal a uma morte mais humanitária. Ela seria menos dolorosa, rápida e limpa: um único corte na garganta com uma faca afiada e adeus. Esse é o método judaico ortodoxo para matar um gado. Os animais perderiam sangue do cérebro rapidamente e, em alguns segundos, ficariam inconscientes.

Perguntas:

– Porque os judeus prezam por esse método?
– Qual é a história e a ideia por trás da carne kosher?
– Quais empresas trabalham com isso no Brasil?
– O gado REALMENTE fica inconsciente em poucos segundos?
– O tratamento do animal antes do abate também é levado em consideração?
– Quem fiscaliza tudo?

Em “A Ética da Alimentação, como nossos hábitos alimentares influenciam o meio ambiente e o nosso bem-estar”, Peter Singer e Jim Manson contam que um investigador disfarçado vazou um vídeo na AgriProcessors, Inc., um abatedouro americano kosher (um dos maiores do mundo dessa linha), em que bois aparecem agonizando por muito tempo antes de morrer. Percebe-se claramente que os animais não estão inconscientes. Mas mesmo assim eles receberão o selo kosher e os judeus comerão tranquilos. Que coisa, né?

Isso envolve toda uma cadeia de questionáveis selos de carne feliz, sustentabilidade, ovos orgânicos e outras estratégias marketeiras e bem-estaristas ligadas aos produtos animais.

Sobre a carne kosher, seria interessante procurar no Brasil comunidades judaicas para entrevista sobre o assunto, bem como uma empresa representativa do ramo. Isso entraria na parte de cultura do livro, onde pretendo explorar a cultura do “churrasco” no Brasil e a naturalidade do consumo da carne, que de tão cultural acabe sendo ingênuo e despreocupado. Para contrapor culturas e pluralizar a visão sobre o assunto (mostrar que nem todo mundo trata o consumo de carne bovina da mesma forma), essa parte contará com algo da cultura judaica e algo da cultura indiana, onde a vaca é sagrada e grande parte da população é vegetariana.

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Sobre Renata

Ciclista, editora do site de notícias "informarubatuba.com" e jornalista do site Camaleão.
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Uma resposta para Carne kosher

  1. bruvegan disse:

    site pra onde o wordpress me leva quando cliquei no “kosher” que vc escreveu:
    http://www.rehagro.com.br/siterehagro/publicacao.do?cdnoticia=536

    “Cada seção de schechitá (ritual de abate dos animais destinados ao preparo da carne Kosher) é precedida por uma beracha ( prece especial que antecede o abate).”

    Então dá pra pressupor que as empresas que terceirizam isso tenham algum tipo de sacerdote para a prece, mas duvido que um rabino fique no abatedouro em tempo integral. Afinal, são vidas, mas vidas num esquema industrial, sendo ceifadas ininterruptamente.
    O filme “Terráqueos” mostra que o abate kosher não é tão simples como fazem parecer. Mesmo com o corte na jugular o boi continua agonizante e se debatendo por algum tempo, as vezes ainda está se mexendo quando começam a fatiá-lo.
    Quanto ao tratamento que ele recebe antes do abate, isso seria uma discussão bem-estarista, mas a maioria gostaria de dizer que é digno. Pra mim, o judeu realmente consciente (já que esse esquema kosher é só uma tradição religiosa sem nenhuma relação com o tratamento dos animais) é um desses aqui (olha a plaquinha à esquerda hahaha) http://farm1.static.flickr.com/51/138931901_71227c7408.jpg

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